[Vida e Obra] Consuelo de Castro

Nascida em uma pequena cidade de Minas Gerais em 1946, ainda menina mudou-se com os pais para São Paulo. Estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde participou ativamente do movimento estudantil dos anos 1960, tema do seu texto de estreia, Prova de Fogo (1968), que acaba sendo proibido pela Censura. Em 1974, a peça é premiada pelo Serviço Nacional de Teatro, com o título A Invasão dos Bárbaros, mas só será encenada em 1993, por Aimar Labaki. Seu segundo texto (o primeiro a ser encenado) é À Flor da Pele (1969), que teve diversas montagens no Brasil e recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).  À Flor da Pele é o embate entre uma jovem atriz e seu professor, com quem vive um romance tórrido. Foram vividos por Miriam Mehler e Perry Salles no Teatro Paiol, em São Paulo, sob direção de Flávio Rangel.

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Nos anos 1970, escreveu Caminho de Volta, montada por Fernando Peixoto, em 1974, e ganhadora dos prêmios Molière e APCT. Seguem-se A Cidade Impossível de Pedro Santana, escrita em 1975 e vencedora do Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro e O Grande Amor de Nossas Vidas, montada por Gianni Ratto, em São Paulo (1979) e no Rio de Janeiro (1980). A montagem mais recente foi da Cia Encena, no Teatro Mars (São Paulo/SP) em 2001. Na década de 1980, escreve Louco Circo do Desejo, Script-Tease (1985), Marcha à Ré, com o coreógrafo Emílio Alves (1989); Mel de Pedra e Uma Caixa de Outras Coisas, roteiro de dança-teatro, para espetáculo encenado em 1987, sob a direção de Antônio Abujamra. Trabalhou também como publicitária e redatora da Editora Abril.

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Consuelo de Castro foi autora e roteirista de TV. Escreveu a novela Um homem muito especial exibida pela Rede Bandeirantes,substituindo Rubens Ewald Filho. Alem desta,participou em 2006 do programa Minha Vida é uma Novela, do SBT e entre 2009 e 2010, ao lado de Joaquim de Assis, Paula Richard e Eduardo Quental atuou como co-autora da novela Ribeirão do Tempo, da TV Record.

Consuelo também traduziu e adaptou o clássico norte-americano “Hair” na montagem de 1987 dirigida por Antonio Abujamra, e também deu cursos de dramaturgia no Brasil e em Cuba na década de 1990, na qual ainda fez leitura em 1997 de seu texto “Medeia: Memórias do Mar Aberto”.
Em 2000, o diretor Zé Renato montou seu texto romântico “Only You”, segundo a Enciclopédia Itaú Cultural.

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Consuelo fez parte da geração de dramaturgos surgidos nos anos mais sombrios da ditadura civil-militar e que tiveram de driblar em seus textos a feroz censura naquela época. Ela foi conhecida por ter um humor ferino, presente em diálogos ágeis e repletos de espontaneidade, uma de suas grandes marcas.

Fez parte do grupo de dramaturgos que ficou conhecido como “Geração de 1969” e que tinha também Antonio Bivar, Leilah Assumpção, José Vicente e Isabel Câmara, todos ícones do teatro em tempos de chumbo.

Consuelo antes de seu falecimento, no dia 30 de junho de 2016, deixou um livro infantil Historias para Vovó Dormir, baseado nas historias de seu neto Antonio.

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