Dicionário de teatro

A
Agon – termo da Comédia antiga (Aristófanes)para designar o diálogo central de um conflito entre inimigos. Hoje o termo é mais lato referindo-se ao ponto central de uma história, ao coração de um drama.
Antagonista – Personagem em oposição ouem conflito. O caracter antagonista do universo teatral é um dos princípios essenciais da forma dramática.
Anti-herói – Personagem principal que não corresponde ás características ou aos valores do herói tradicional.
Antiteatro – ermo geral que designa uma dramaturgia e um estilo de jogo dramático que nega todos os princípios da ilusão teatral. O termo aparece nos anos cinquenta, nos começos do teatro do absurdo.” />” />
Antonomásia – Figura de estilo que substitui o nome de um personagem por uma perífrase ou por um nome comum que o caracteriza.( O homem da coragem ao vento- D.Quixote)
Aparte – Palavra ou expressão que o ator diz á parte para si, mas de maneira a entender-se no público.
Aforismo – Fórmula resumida que define um saber científico ou moral.
Arquétipo – Personagem que se assume como modelo mítico do imaginário de um povo Que está acima de um modelo real.
Argumento – Resumo da história  da peça que leva à cena. Pode-se falar igualmente de um argumento de ballet.
Arlequinada – Peça com ou sem palavras que tem o Arlequim por personagem central.
Assonância – Repetição do mesmo som, especialmente da vogal acentuada no fim de cada verso (bela e tela)
 Attente – Atitude de espectativa do público quando atua em antecipação à conclusão e há resolução final dos conflitos.
Advertência – texto marginal do autor dramático quando se dirige ao leitor para o advertir das suas intenções, para precisar as circunstâncias do seu trabalho, analisar a sua obra .
Aristotélico – Termo usado para designar uma dramaturgia baseada na ilusão. Tornou-se sinônimo de teatro dramático.
Ato – Divisão da peça em partes de importâncias iguais.

B
Barroco –  Diz-se de um estilo caracterizado pela liberdade de formas e a profusão de ornamentos
Bambolina – Uma das vestimentas suspensas sobre toda a extensão do palco, que evita o vazamento do urdimento e define a altura do palco, em tecido de pouca altura e comprida. A bambolina mestra é uma peça em tecido, estruturada ou não, suspensa sobre a frente do palco e imediatamente atrás do quadro do proscênio, regulando a altura da boca de cena.
Boca de Cena – Vão aberto na caixa cênica que define a máxima abertura do palco, que pode ser reduzida em altura e largura pela bambolina mestra e pelos reguladores.
Burlesco – forma cômica exagerada e de paródia, empregando expressões triviais para travestir personagens e situações heróicas; a epopeia burlesca aparece em França no século XVIII. No seculo XX, o burlesco encontra a sua prefeita expressão em certos filmes cômicos (ex:Charlie Chaplin, Buster Keaton) e nos espetáculos de “music-hall”.

C
Camarim
– Local onde os atores trocam de roupa e se maquiam antes da apresentação.
Canhão seguidor –
Refletor de grande potência com movimento manual utilizado para acompanhar atores, bailarinos etc.
Catarse –
Uma das finalidades e conseqüências da tragédia; Ato de evacuação e descarga afetiva que resulta numa lavagem e purificação por regeneração do ego que percebe.
Canevas – Resumo ou “cenário” de uma peça para as improvisações de atores, em particular os da Comedia dell’arte.
Carácter – Traço próprio a uma pessoa que a permite distinguir dos outros. Conjunto de traços físicos, psicológicos e morais de um personagem. Pessoa ou personagem considerada na sua individualidade, originalidade, nas suas qualidades morais. Os caracteres constituem, segundo Ariosto, um dos seis elementos da tragédia, com o canto, elocução(estilo do discurso), a fábula, o pensamento e o espetáculo.
Carnavalisação – Transformação espetacular de um evento por um reverso total de situações habituais, do sério para o cômico.
Catástrofe – Da tragédia grega, última das quatro partes da obra, onde o herói recebe a sua punição, geralmente funesta.
Catharsis –  Efeito de purgação das paixões produzido sobre os espectadores numa representação dramática não distanciada.
Canto – Do teatro grego, termo para designar o texto poético de coro. No teatro de Brecht aplicava-se também o canto embora com intenção parcialmente diferente.
Cena – Termo designando o espaço de atuação, parte ou divisão de um ato onde não está previsto nenhuma mudança de personagens.
Coreografia – termo, vindo do teatro grego que designava a arte de dirigir os coros, utilizada depois no começo do século XVIII , para designar a arte de compor as danças e de regular as figuras e os passos. Hoje em dia utiliza-se este termo para designar a encenação do teatro gestual e mesmo do ballet.
Coro – Grupo ou grupos alternados, encarregados de intervir coletivamente, por meio do canto, da dança e o recitativo, dentro do “quadro” de um ritual ou de um espetáculo. No teatro grego, a intervenção dos coreutas, dirigido por um corifeu, dá-se o nome de “Choreia”.
Comédia – Ação cênica que provoca o riso pela situação das personagens ou pela utilização de trejeitos e dos caracteres, cujo desfecho é feliz.
Comédia musical – Comédia ou intriga, pouco restrita, que serve de pretexto  a uma série de canções e de danças. Um bom exemplo é a comédia musical “Hair” composta em 1967.
Comédia dell’arte – Gênero de comédia na qual, o “cenário” ou “canevas” servia apenas de regra para a improvisação dos atores. Este gênero existiu entre os séculos XVI a XVIII ,iniciou-se em Veneza ,em Itália e estendeu-se por toda a Europa.
Conotação – Conjunto de valores subjetivos variáveis de uma palavra.
Consola – Aparelho de controle das luzes e do som
Contexto – Conjunto de circunstâncias que rodeiam a emissão do texto linguístico e/ ou da sua representação, circunstâncias que facilitam ou permitem a sua compreensão.
Contraponto – Série de linhas temáticas ou de intrigas paralelas que se correspondem num princípio de contraste.
Convenção teatral – Conjunto de pressupostos ideológicos e estéticos, explícitos ou não, que permitem ao publico receber corretamente a peça; por exemplo: a Quarta parede do palco, os apartes dos atores , o uso de um coro, o uso de objetos com outras funções; o próprio palco como espaço de ficção.
Corifeu – Chefe do coro, no teatro grego.
Ciclorama – Grande tela com armação em forma de “U” aberto e que é colocada ao fundo do palco. Pode ser nas cores branco, pérola, cinza ou azul claro.
Cinestesia – Também conhecida como Kinestesia, é a percepção consciente da posição ou dos movimentos e de seu próprio corpo graças ao sentido muscular e ao ouvido interno.
Coadjuvante – Papel secundário; Ator cuja única função e valorizar seus parceiros.
Commedia dell\’arte – Forma teatral com início no Séc.XVI, que se baseava no improviso e exigia muitas habilidades dos atores, como canto, dança e até malabarismo. Tinha personagens fixos e um ator passava, muitas vezes, a vida inteira interpretando o mesmo personagem.
Cortina Corta Fogo – Cortina de metal que separa a caixa cênica da platéia em caso de incêndio.
Coxias – Espaços de serviço e circulação não visíveis ao público, localizados nos extremos laterais e de fundo do palco, determinando o movimento de cenografia e acesso de atores. As laterais com uma dimensão mínima da metade do palco e o fundo com espaço suficiente para passagem de atores.

D
Diálogo – Conversa entre dois personagens. Encaixe de palavras trocadas pelas personagens de uma peça de teatro.
Dialogismo – carater dialogado de um texto não teatral (ex: processo verbal de um interrogatório, troca de palavras numa récita, etc)Num sentido largo, o termo designa a estrutura de toda a ficção fundada sobre um conflito entre duas polaridades.
Didascal – Nome dado na Grécia àquele que ensinava uma arte, nomeadamente a arte dramática.
Didascália – Instrução do Didascal aos seus intérpretes. Diz-se das indicações cênicas dadas fora do texto, separadas das réplicas.
Diegese – Imitação de um evento em palavras, que contam uma história sem representação dos personagens.
Distanciação – Efeito teatral pelo qual o ator ou o encenador tentam evitar a identificação a um personagem ou a uma situação em particular. Efeito obtido por diversos processos de recuo, como “dirigir-se ao público”, a fabula épica, utilização de gestos sociais, as canções, técnicas de luz, etc.
Distribuição – Repartição dos papéis.
Dithyrambo – Cântico lírico à glória de Dionisios donde nasceu a tragédia.
Docudrama – (teatro documental) peça que utiliza por texto documentos autênticos sobre determinado evento.
Dramaticidade – Carater do que é dramático; qualidade de um texto, de um espaço ou de um acontecimento que são susceptíveis de se porem em cena.
Dramatis personae – Personagens ou protagonistas cujos nomes figuram no genérico de uma peça
Dramaturgo – Autor de um texto dramático
Deus ex machina – Do latim, significa literalmente “o deus que desce numa máquina”. É uma noção dramatúrgica que motiva o fim da peça pelo aparecimento de uma personagem inesperada.
Ditirambo – Na antiguidade era o canto lírico para glorificar Dionísio. Evoluiu até chegar na tragédia.
Dramatização – Adaptação de um texto qualquer para um texto dramático destinado ao palco.
Dramaturgia – Vindo do grego “compor um drama”, é a arte da composição de peças de teatro.
Dramaturgista – Especialista de dramaturgia. Muitas vezes assistente do encenador, está encarregado de diversas questões relativas ao texto (repertório, adaptação de peças, redação, documentação…) Dizemos geralmente que é um conselheiro dramaturgico.
Drama – Ação cênica representada por personagens.

E
Escrita dramática – Estrutura literária que se funda sobre alguns princípios dramaturgicos: separação de papéis, diálogos, tensão dramática, ação dos personagens.
Escrita cênica – Maneira de utilizar o aparelho teatral para pôr em cena os personagens, o lugar e a ação que se desenrolam.
Espetáculo – aquilo que se oferece ao olhar (performance ou representação). Um dos seis elementos da tragédia de Aristóteles.
Efeito de destaque – Pôr em primeiro plano um fenômeno fazendo realçar a estrutura artística da mensagem.
Encenação – Conjunto de meios de interpretação cênica (cenografia, musica, jogo, etc….);atividade que consiste em conjugar estes meios. Articulação entre o trabalho de criador e coordenador de uma equipa de artistas; transposição de uma escrita dramática numa escrita cénica.
Epílogo – Discurso recitativo no fim de uma peça.
Épico – Diz-se de uma fábula tirada da vida dos homens, é engrandecida e tratada de tal maneira, nomeadamente por ajustes ideológicos, que é impossível para o espectador de se identificar com o herói ou com a situação.
Episódios –  Capítulos da tragédia grega entre o prólogo e o êxodo e entre as intervenções cantadas e dançadas do coro.
Espaço dramático – Construção imaginária, pelo leitor e espectador, da estrutura espacial de um drama.
Espaço cênico – Espaço proposto sobre a “cena” pelo cenógrafo e seus colaboradores.
Estética – Filosofia do belo. O seu objeto é o bom e a verdade. Estudo que se dedica a definir os critérios de julgamento em matéria de poesia e arte.
Êxodo – Canto coral de saída.
Entreato – Lapso de tempo entre os atos durante o qual o jogo é interrompido e o público deixa provisoriamente a sala de espetáculo. O entreato, embora tenha funções técnicas, também destinava à função social, como no renascimento, onde os espectadores se encontram e conversam. Daí veio o ritual do foyer na Ópera.Exposição – Informações fornecidas nas primeiras cenas para permitir que a situação evolua e a ação desenvolva.

F
Fábula – Conjunto de fatos que constituem o elemento narrativo de uma obra. Um dos seis elementos da tragédia, segundo Aristóteles, com os caracteres, o canto, a elocução, o pensamento e o espetáculo.
Farsa – Comédia trivial muitas vezes caracterizada por uma série de enganos e que terminava muitas vezes com pancadaria.
Fatalidade – Força sobrenatural pela qual tudo o que acontece (sobretudo desagradável) é predestinado e determina todos os acontecimentos de uma maneira inevitável. A fatalidade é o motor da tragédia grega.
Ficção – Forma do discurso que faz referencia a um universo conhecido. Mas através de pessoas e eventos imaginários.
Focalização – Ação de pôr em evidência, de fazer convergir num determinado ponto.
Fora do texto – Termo para designar o contexto e intertexto.
Fresnelle – Projetor cujo poder de iluminar é aumentado por uma lente graduada.
Figurantes – Atores de papéis secundários e mudos que surgem como complemento quando a cena, para passar realidade ou outro fim, necessita de pessoas ao fundo, como multidões anônimas, grupos sociais, empregados, etc.
Fosso de orquestra – Espaço que abriga conjuntos de músicos, não interferindo com o visual de público por estar no plano inferior ao nível do palco. Pode ser executado através de elevadores hidráulicos ou pisos removíveis (quartelada).

G
Grotesco – Cômico caricatural, de tipo bizarro, burlesco ou fantástico, por vezes absurdo ou irreal.

H
Happening – Espetáculo que exige a participação ou prevê uma reação do público, e que procura provocar uma criação artística espontânea, eventualmente coletiva.
Herói – Tipo de personagem dotado de poderes fora de comum e que pode “levantar-se” a favor ou contra a Cidade (Grécia). Personagem principal de uma obra.

I
Ícon – Sinal visual que sugere um determinado objeto em virtude do caráter e qualidades que ele possui.
Identificação – Trabalho do ator e do espectador para adaptar as atitudes e os sentimentos de um personagem num dado contexto teatral.
Ilusão – Fenômeno que faz que tomemos a ficção por real e verdadeira.
Inspiração – Teoria platônica segundo a qual, no momento da criação, o pensamento de um poeta, é trocado por um estado perto da demência que faz o ator parecer um Deus.
Intertexto – Conjunto de fragmentos citados num dado corpus;Relação de ordem textual resultante de estar em presença de dois ou mais discursos de arte ou de escrita.
Intertextualidade – Fenômeno segundo o qual um texto parece situar-se na junção de diversos discursos.
Intriga – Conjunto de acontecimentos que constituem o “motor” da peça. Série de entracelamento de conflitos ou de obstáculos postos numa obra com vista a serem ultrapassados.
Improvisação – Técnica onde o ator interpreta algo imprevisto, não preparado anteriormente e inventado no calor da ação.
Interlúdio – Composição musical tocada entre os atos de um espetáculo, com objetivo de ilustrar ou variar o tom da peça e facilitar as mudanças de atmosfera ou cenário.

J
Jogo – Em teatro, o termo designa tanto uma forma de representação medieval como unidade disciplinar no ensino das artes de cena. ( jogo dramático) , e ainda as modalidades de interpretação de um ator (jogo realista, jogo distanciado, etc.).

K
Kabuki – Forma tradicional do teatro japonês, exclusivamente masculino, caracterizado pela violência das intrigas e a sumptuosidade do guarda-roupa e maquilhagens. A gestualidade, que exprime muitas vezes os sentimentos humanos pela dança, sobrepõem-se geralmente sobre o texto inaudível de histórias bem conhecidas.

L
Lazzi – Elemento mímico ou improvisação do ator que serve para caracterizar comicamente um personagem.
Leitura – No teatro: Decifração e interpretação dos diferentes sistemas cênicos que se oferecem à percepção do leitor(texto dramático) ou espectador (texto cênico). A leitura pode ser horizontal ou vertical. Ler um texto, é estabelecer os laços entre as variáveis produtoras de sentido e importar os elementos imperativos susceptíveis de tecer um texto dentro de um texto.
Linóleo – Tapete formado por várias lâminas ou passadeiras, usado especialmente para dança.
Literalidade – Carater de um texto considerado como obra literária.

M
Melodrama – Drama popular, muitas vezes acompanhado por melodia, caracterizado pela inverosimilhança da intriga e das situações, a multiplicidade de episódios violentos é outra das características.
Mimica – Num primeiro sentido, imitação direta de uma ação, contando uma história por gestos. Hoje em dia a Mímica distingue-se da pantomima essencialmente por se libertar, como a dança, de grandes figurações e de referencias para se especializar na criação de formas novas, por vezes abstratas.
Mimodrama – Ação dramática representada em pantomima ou linguagem corporal.
Monodrama – Drama cujos personagens são apresentados do ponto de vista de um só.
Monólogo – Cena falada apenas por um personagem; discurso aparentemente dirigido a ele mesmo, ou a um auditório do qual não se espera resposta. Na análise do discurso teatral, é considerado como uma variedade do diálogo.
Montagem – Diz-se de uma colagem de textos e por vezes da encenação; ou realização material da encenação.
Motivo – Imagem visual ou sonora, modulada ou repetida, que faz parte de um tema. Unidade indissociável da intriga, que constitui uma unidade autônoma da ação.
Musica de cena –  Contribuição musical de um texto cênico, que anuncia ou sublinha uma emoção, ou para acompanhar uma ação ou um texto, ou mesmo substituir completamente um texto dramático.
Mistério – Ação cênica de ordem religiosa- egípcia, grega,  medieval – e principalmente dedicada à vida  dos deuses na terra.
Mimese – Imitação ou representação de uma coisa qualquer.

N
Naturalismo – Representação realista de Natureza ou do natural.
– Drama lírico japonês. (mimado, cantado e dançado, com coros e instrumentos), executado no teatro, com guarda-roupa e máscaras, sem cenário. Compreende secções de prosa (kotoba) e de poesia (utai). Inspira-se geralmente em lendas e contos antigos do Japão, onde os seus atores são o shité e o waki, o segundo é uma espécie de duplo do primeiro.

O
Objectivo e Superobjectivo – Motivações que, segundo C. Stanislavski, estruturam a estratégia global de um personagem.
Ópera – Drama lírico, inteiramente cantado, realizado num Teatro com cenários e guarda-roupa.
Ópereta – Comédia lírica, constituída de cantos e diálogos ou pantomimas alternadas com cenários e guarda-roupa.

P
Papel – Conjunto de indicações de ações de um personagem; é a vida de um personagem; Conjunto de réplicas de um personagem.
Parada – Forma de intervenção teatral que se faz à porta das salas de espetáculo para angariar publica.
Parateatro – diz-se das formas paralelas do teatro.
Paródia – Peça ou fragmento dela do gênero burlesco que se transveste uma obra maior.
Patético – Modo de recepção de um espetáculo que provoca a compaixão
Pathos – Emoção ou paixão, amplificada ou simulada, susceptível, por técnicas específicas do teatro, de suscitar ou manipular no publico sentimentos naturais de piedade ou de terror, com vista a provocar a catharsis.
Performance – Expressão artística de unidade variável que consiste em produzir determinados eventos por meio de gestos e ações sem contar qualquer história .
Praxis – Ação dos personagens, ação que se manifesta na cadeia de acontecimentos ou fábula.
Prólogo – Parte da peça que nos gregos precede a entrada do coro.
Palco – Espaço visual para o público ou área de cena.
Pano de Boca – Telão principal que cobre toda a boca de cena. Pode ser ornamentado, pintado ou simples.
Perna – Elemento que se caracteriza como limite lateral do palco. Tecido sem armação. O conjunto de pernas e bambolinas é parte da câmara negra.
Piso de Palco – O plano de piso no palco, executado sobre uma caixa de ressonância com um espaço interno livre que permita uma boa emissão sonora, aberturas e elevações do mesmo. Com altura máxima de 1,10m com relação ao piso da platéia.
Proscênio – Prolongamento no mesmo nível do palco projetado até o público que se adapta a diversas formas e dimensões.Psicodrama – Técnica de investigação psicológica que procura analisar os conflitos interiores em fazendo jogar um quadro improvisado a partir de quaisquer dados.

Q
Quadro – Divisão de um texto dramático ou cênico, fundado sobre uma mudança do espaço ou do espaço-tempo. Constitui uma alternativa à cena ou ao ato. Bertolt Brecht revalorizou esse tipo de divisão.
Quarto muro – No teatro naturalista: muro imaginário que separa a cena da sala.
Quiproquo – Situação de engano que faz prender um personagem – ou uma coisa – a outra.
Quarta parede – Parede imaginária que separa o palco da platéia.
Quartelada – Tampos de madeira que compõem o piso do palco.
Quironomia – Regras que codificam a simbologia do uso das mãos.

R
Realismo – Concepção da arte e da literatura, segundo a qual não se deve procurar idealizar o real ou mesmo depurá-lo.
Récita – Fábula. Discurso de um personagem narrando um acontecimento que se produz fora de cena.
Recitativo – Na Ópera ou na cantata, parte declamada – não cantada –  cujo ritmo e métrica difere do canto ou da música que a precedem ou a seguem.
Repertório – Conjunto de peças realizadas por uma companhia teatral; conjunto de peças do mesmo estilo ou de uma mesma época; conjunto de papéis que um ator já interpretou e que fazem parte do seu curriculum.
Réplica – Resposta a um discurso; texto dito por um personagem no decurso de um diálogo.
Retórica –Termo empregado para designar a arte de persuadir, a lista de figuras de estilo e de juízos de escola num discurso artístico e literário.
Reguladores – Bastidores (armação forrada em tecido) ou painéis que se localizam à direita e à esquerda da boca de cena, definindo a sua abertura e evitando o vazamento (de luz e cenário) e também limitando o proscênio.
Rotunda – Grande tela que é montada sempre à frente do ciclorama.

S
Sátira – Gênero teatral de origem grega; Discurso que ataca alguém ou qualquer coisa, gozando isso.
Signo – A mais pequena unidade de sentido, proveniente da combinação de um significado e significante.
Situação dramática – Conjunto de dados textuais e cênicos cujo conhecimento é indispensável para a compreensão do texto e da ação.
Sociodrama – Técnica inspirada da criação colectiva teatral e empregada na terapia de grupo.
Solilóquio – Discurso de uma pessoa que fala para si mesma; monólogo interior. Discurso de uma pessoa que, em companhia, está apenas a falar para si mesma.
Song – Intervenção coral, no teatro brechtiano.
Subtexto – Aquilo que não se diz explicitamente no texto dramático, mas que ressalta da interpretação do ator.
Sublime – Categoria estética que designa um sentimento que faz “sair” aquele que experimenta os limites habituais da sua percepção do belo, para conduzir em direção à grandiosidade ou ao horror.
Suspense – Momento ou passagem que faz nascer um grande sentimento de angústia ou de dúvida; carater daquilo que é susceptível de provocar este sentimento.
Simbolismo – Movimento artístico e literário que, em reação ao Naturalismo, se esforça de fundar a arte sobre uma visão espiritual do mundo, traduzida por meios de expressão metafóricos ou poéticos.
Saltimbanco – Na época medieval, era um artista popular que nas praças públicas, em cima de um tablado, fazia demonstrações de habilidades físicas e teatro improvisado antes de vender ao público objetos variados.
Solilóquio – Discurso que uma personagem mantém consigo mesma.
Sonoplastia – Reconstituição artificial de ruídos, sejam eles naturais ou não.

T
Texto dramático – Escrito onde a teatralidade é explicitamente inscrita.
Texto cênico – Produto da encenação, que foi produzido ou não por um texto dramático.
Teatralidade – Carater do que é teatral; pela qual um escrito, um espaço ou um evento se definissem como configuração de elementos estilísticos e de valores diferenciados (guarda-roupa, personagens,  adereços, etc…), regras, implicitamente ou explicitamente, por leis do sistema teatral. Pode-se falar da teatralidade de um evento judiciário, de um lugar sagrado, de uma máscara primitiva…
Tragédia – Ação cênica cujas peripécias são dirigidas por uma fatalidade e cujo desfecho é sempre funesto.

U
Unidade de ação – carater de uma peça do qual a matéria narrativa se organiza á volta de uma fábula principal á qual as intrigas anexas são logicamente ligadas.
Unidade de lugar – Caráter de uma peça segundo a qual se organiza à volta de um e mesmo espaço.
Unidade de tempo – Caráter de uma peça cuja ação se organiza no mesmo tempo de ação.
Urdimento – Espaço onde se desenvolve o movimento dos tiros e das varas, com as peças cenográficas planas ou volumétricas dependuradas, que ao descerem até a zona visível do espectador, criam o envoltório do palco. Tem como limite superior a grelha (estrutura de madeira ou metal) com a sofita (cordas e cabos de aço) e como limite inferior a linha das bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia.

V
Vara de Cenário ou de Luz – Barra de metal ou madeira, utilizada para se dependurar elementos cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas de palco.
Varanda de Carga – Lugar onde se localiza a contrapesagem das varas de luz e de cenário.
Varanda de Manobra – Lugar onde se encontram os freios, a barra de malaguetas e a barra de afinação e trabalham os maquinistas.
Vaudeville – Originado no Séc. XV, é um espetáculo de canções, acrobacias e monólogos, e até o Séc. XVIII eram espetáculos para o teatro de feira que usam música e dança.
Vestimentas de Palco – Conjunto de elementos da cenografia e da cenotécnica que cria o envoltório do espaço cênico e determina sua concretude na caixa cênica.
Variedades – Espetáculo que apresenta diversas atrações (canções, danças , etc…).
Verosimilhança –  Caráter pela qual as ações, os personagens e os lugares representados são percepcionados pelo publico com uma imitação da realidade e não como uma realidade verdadeira ou sobrenatural.

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