[Especial Teatros] Teatro de Sombras

O teatro de sombras surgiu há muito tempo. Desde que os homens viviam em cavernas, já se maravilhavam com as sombras produzidas pela luz do sol ou do fogo. Com o tempo, essa pesquisa com as sombras foi se aprimorando em países como a China, a Indonésia e a Turquia. Conta a lenda que no 121, o imperador Wu’Ti da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, teria ordenado ao mago da corte que a trouxesse de volta ao “Reino das Sombras”, caso contrário ele seria decapitado. O mago usou a sua imaginação e com uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina.

Depois, ordenou que, no jardim do palácio, fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol, de modo que deixasse transparecer a luz. No dia da apresentação o imperador e sua corte se reuniram no jardim do palácio. O mago fez surgir, ao som de uma flauta, a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade. Neste momento teria surgido o teatro de sombras.

Sem corpo não há sombra. No teatro de sombras é preciso haver uma inversão: a sombra é o próprio corpo. Ela tem e ao mesmo tempo gera vida independente da matriz. Quando a sombra é animada com alto grau de qualidade, não a olhamos como algo que tem uma matriz, mas ela é a própria matriz. Ela ganha vida de tal maneira que o conteúdo lhe é intrínseco. (PRADO apud BELTRAME, 2005:94)

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