[Dicas] Se você é ator, precisa assistir ‘Jim e Andy’

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Todos ouvimos histórias sobre as profundidades de alguns método para criação de personagens e cada um segue naquele método que mais lhe agrada. Robert De Niro tirou carteira de motorista de táxi para “Taxi Driver” , Daniel Day-Lewis forçou todos a abordá-lo como Lincoln no filme Spielberg e muitos atores mudaram seus corpos, como Christian Bale em ‘The Machinist‘ ‘ ou Jared Leto em ‘Chapter 27″

O caso de Jim Carrey e Andy Kaufman pode parecer mais um desses casos de atores dedicados que começam a fazer coisas estranhas, ‘Jim e Andy’ poderia ser simplesmente sobre os bastidores de um filme, seria um ótimo documentário, especialmente pelo valor de imagens inéditas, mas ele vai muito além disso.

Assista o trailer abaixo:

Andy Kaufman

Resultado de imagem para Andy KaufmanNasceu em Nova Iorque, no dia 17 de janeiro de 1949.  Cantor, dançarino e ator performático, sua vida profissional foi atribulada. Contratado pela American Broadcasting Company (ABC) para estrelar o seriado Táxi, o humorista quebrou todas as estruturas da comédia convencional, apresentando números vanguardistas no teatro e em eventos públicos diversos. Nesse universo, interpretava personagens que escondiam sua verdadeira identidade, como o cantor Tony Clifton. Fez sucesso no programa Saturday Night Live e ganhou a admiração de críticos e artistas diversos com suas performances.

Mas Kaufman não se considerava humorista e começou a realizar piadas herméticas para se relacionar com o público. Muitas vezes, irritava seus espectadores com pegadinhas, além de inventar falsas histórias para a imprensa americana, Kaufman queria ser o melhor artista do mundo. Chegou a ler durante horas um romance de F. Scott Fitzgerald para uma plateia entediada que pagara para assisti-lo em um show de humor. Essa concepção de humor o levou ao ostracismo.

Em 1984 Kaufman anunciou que sofria de espécie rara de câncer no pulmão. A imprensa e tampouco amigos e parentes do artista acreditaram na doença que o mataria pouco tempo depois.

Em 2013, Michael Kaufman, irmão de Andy, revelou que tinha encontrado no arquivo do irmão um plano para fingir a sua morte e que talvez ele teria encenado tudo e estava escondido em algum lugar.

Os rumores sobre Andy estar vivo existem até hoje!

Muito mais do que a biografia de dois comediantes excepcionais

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Jim Carrey interpretou Andy Kaufman em ‘Man on the Moon‘, de 1999, dirigido por Milos Forman sobre o peculiar comediante. Roteiro que saiu graças ao trabalho dos escritores, Scott Alexander e Larry Karaszewski – que repetiram o jogo de retratar personalidades excêntricas da cultura pop americana em produções como ‘Ed Wood‘ , ‘O escândalo de Larry Flint ‘, Big Eyes’ e, recentemente, ‘American Crime Story‘ .

A influência de Kaufman sobre a carreira de Carrey é inegável. ‘Man on the Moon‘ tornou-se a maneira perfeita do aluno pagar o último tributo ao seu professor – que ele nunca conheceu pessoalmente, mas que ele admirava quando criança. Tornando-se ele.

Mas ‘Jim and Andy’ é mais do que o retrato de uma obsessão de um artista por outro ou uma análise das semelhanças entre eles. O material para o documentário veio de uma série de gravações de bastidores que permaneceram ocultas no gabinete de Jim Carrey por vinte anos. Só agora viram a luz, depois dos esforços de Spike Jonze, produtor do documentário.

Jim era Andy
Durante as gravações Jim Carrey vivia como Andy Kaufmanpor vinte e quatro horas por dia e, como tal, ele testava todos ao seu redor até o limite. O documentário é uma série de gravações, divertidas às vezes, um pouco desconfortáveis ​​na maioria das vezes, que a Universal se recusou a colocar como extras de DVD, e não é surpreendente. Nós nunca saberemos exatamente o grau de tensão que estava no set durante a filmagem, mas algo ficou claro: Carrey interpretou Kaufman 24 horas, e foi ainda pior quando a personalidade de Tony Clifton entrou em jogo. Em uma cena Danny De Vito aparece absolutamente perturbado dizendo que Carrey foi trabalhar dois dias no total, o resto do tempo foi Andy.

Ao longo do documentário, Andy responde perguntas do diretor olhando diretamente para a câmera. Quando ele sorri de forma enigmática, dizendo que talvez tudo isso nunca tenha terminado, é inevitável sentir um arrepio.

Milos Forman comprou uma briga feia com Jack Nicholson quando fez o ator passar dois meses vivendo em um hospital psiquiátrico para preparação do filme “Um Estranho no Ninho“. É evidente que Milos está desesperado porque tem que controlar um Jim Carrey absolutamente mergulhado na personalidade de Kaufman, determinado a levar tudo ao limite, mas tudo adquire uma camada de significado extra quando o falso Kaufman sugere a Forman para demiti-lo e contratar Jim Carrey, pois, segundo ele, o imita muito bem.

Jim e Andy

Assim é ‘Jim and Andy’, um documentário que recai sobre si mesmo, e em que o complexo e enigmático Jim Carrey dos últimos tempos reflete sobre sua carreira, sobre o seu trabalho de interpretação e sobre o significado da vida. Suas conclusões não são muito tranquilizadoras, mas nenhum espectador, depois de assistir ‘Jim and Andy’ pode culpá-lo.

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