[Quarta Parede] O Amor e as Artes

Nos bastidores, nas coxias e até em conversas pelas redes sociais só se falava do amor arrebatador que começou numa peça de teatro. Par romântico em “Romeu e Julieta”, Simone e Cristiano se apaixonaram de verdade. Viveram tão intensamente a tragédia do casal que sofria por um amor proibido, que acabaram se amando tanto quanto eles. Poderia ser a síndrome da intepretação? Ou seja, eles idealizaram o romance de Romeu e Julieta para eles? Às vezes acontece do ator ficar tão fascinado por um personagem, que passa a sentir e viver sua vida, mesmo quando não está atuando…
Mas não era o caso! Simone temia muito beijar alguém em cena, era uma adolescente de 17 anos e gostava de outro rapaz, um jogador de basquete nas horas vagas. Já Cristiano, 20 anos era estudante universitário no curso de propaganda e marketing. Um jovem adulto, com ideais de independência financeira. Poderia ser somente uma cena, mas mesmo assim, uma cena de amor precisa ter profundidade e intensidade. O bom ator consegue isso, porém quando lidamos com certos sentimentos… podemos nos apaixonar de verdade.
Era o primeiro beijo da vida de Simone e quando beijou Cristiano, de fato beijava Romeu. Com Cristiano foi a mesma coisa. Mas durante um exercício, onde os atores precisavam ficar olhando um para o outro, criando assim uma afinidade maior, eles se olharam e viram não os personagens e ali nasceu o sentimento, intensificado pela peça. Iniciaram um namoro, porém a temporada de “Romeu e Julieta” acabou. Outros trabalhos vieram e nem sempre repetiram o par romântico.
Ao longo dos anos, Cristiano preferiu a carreira no marketing e não seguiu nas artes cênicas, já Simone permaneceu atuando. Fez par romântico com outros atores, mas nenhum deles foi igual a Cristiano. Entregou-se a cada amor que viveu em cena, pois é necessário. O público precisa acreditar nisso! Algumas vezes, o rapaz ficou enciumado, porém o profissionalismo é maior do que qualquer implicância. A arte já uniu muitos casais que continuaram juntos e felizes até o fim de suas vidas.
E sabe de uma coisa? O que faz as pessoas amarem umas às outras não é o fato de beijar alguém em cena, mas sim o fato da arte estabelecer um contato humano jamais visto em outra profissão. É o processo que nos faz olhar o próximo com outros olhos.
Por Luana Manso 
Revisado por Zilma Barros

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